Colina Imperial

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 Missão one post - LA - Filho de Hades

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Apollo

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MensagemAssunto: Missão one post - LA - Filho de Hades   Seg Abr 30, 2012 4:01 pm

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Dados:
Campista: Lawliet Armstrong
HP: 520/520
Metas: Ir até a ilha eólia, lutar com Eolo e retornar com vida e com o tridente de Possêidon.
Informações: Quiron lhe enviou para a ilha para procurar o tridente desaparecido. Ele lhe enviou até lá, pois os ventos conhecem tudo, contudo, você ainda não sabe que foi Eolo o responsável pelo roubo.
Prazo: 48 horas, qualquer post enviado ao termino do prazo, será desconsiderado e o campista será morto.

Beijinhos,
Apollo the best.
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Ω Lawliet Armstrong

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MensagemAssunto: Re: Missão one post - LA - Filho de Hades   Ter Maio 01, 2012 2:27 pm

Missão - Senhor dos Ventos, o Ladrão do Tridente


Eu sei, nada nunca dá certo, principalmente comigo. Não poderia ficar melhor, depois de tais... tais coisas. Há pouco tempo, me tornei um Herói do Olimpo... em uma missão quase suicida. Lá encontrei vários problemas, mas não importa. Voltei há pouco tempo, também, com meu cão infernal - sim, eu tenho um cão infernal -, o Lucca. Apesar de se queixarem, ele é muito dócil. Lá estava eu, no chalé de Hades, esperando que algo bom acontecesse comigo. Os dias estavam ficando entediantes, como sempre. Em meus pensamentos, só uma coisa: "Quem sou eu?". Eu estava com essa dúvida a tempos, principalmente quando salvei Hera. Mas... o dia estava sendo normal. Verifiquei se meus amigos estavam bem... notei que alguns estavam trabalhando bem, saindo em missões. Então, chegou a noite, depois de muito tempo sozinho na caverna. Era noite, estávamos no pavilhão do refeitório.

— Law, come por favor... — dizia Raquel, minha irmã. De algum modo, ela sempre me convence a fazer o certo.

— Aproveita que veio Pocky — continuava Aleksander, meu outro irmão.

— Tudo bem...

Estava comendo e olhando para os lados. Meu irmão Kevin também estava na mesa, mas ele se mantinha calado enquanto se empanturrava com os Pocky's. Olhei para os lados, poucos campistas ainda restavam no acampamento, a maioria saindo em missões...

O que é que estou fazendo aqui?

Me perguntei. Mas... não era eu, era algo, uma voz familiar. Olhei para os lados, procurando a resposta. De repente, de baixo da mesa, escuto um ruído estranho. Antes que pudesse gritar ou ordenar algo, Lucca pulou de baixo da mesa, ficando em cima de mim, babando minha face. Aleksander franziu a testa, ele havia chegado a pouco tempo, mal me vira, não se acostumara com aquilo. O fato da comida ser jogada ao chão não deixou ele feliz, mas voltou para o chalé. Sorri enquanto estava quase morrendo sem respirar, Lucca era pesado. Saí de baixo dele e o acariciei.

— O que é que você tá fazendo aqui? — disse, sorridente.

Um som de berrante soou no pavilhão do refeitório, era o toque de recolher. Lucca não disse nada, ou nem tentou. Vi meus irmãos saindo, esperando o mesmo de mim. Subi no Lucca, pronto para uma corrida ao complexo de chalés, mas senti uma mão fria tocar meu ombro e a julgar pela sombra...

— Herói?

— Ah... Oi, Quíron.

— Caro Campista... — disse ele, com um olhar triste para mim — pode vir comigo até a Casa Grande?

— Sim... — saí de cima do Lucca, sem expressão facial — Hmpf.

Acompanhei ele, sabendo que nada daria certo. De relance, vi Raquel me acenar, tentando me mandar uma mensagem. Não pude interpretar aquilo como um "tchau", então pensei em ser um "boa sorte". Falando em sorte, eu não tinha nenhuma. Chegamos a galope de Quíron, olhando para o Sr. D beber Diet Coke, jogando algum jogo tedioso. Seu olhar para mim só tornou tudo mais difícil.

— Lind Amsterdan?

— Lawliet Armstrong — falei, com raiva.

— Senhor — acrescentou Quíron, tremendo que o Sr. D não me pulverizasse.

— Bem... recebemos uma mensagem de Hermes, informando pelo Olimpo, as reais acusações -

— Acusações? — interrompi Quíron, não me cheirava nada bem, aquela conversa.

— Sim. Durante sua volta para o Acampamento, depois da missão, um item muito poderoso foi roubado - o Tridente. Como você é filho de Hades, alguns Deuses lhe colocaram a culpa. Bem... Zeus ordenou que o Tridente desaparecido fosse levado ao Olimpo em... em menos de três dias.

— Mas eu não fiz nada... eu somente... -

— Mas você foi culpado, Law. Você não entende que se não ir em meu pedido será como criar uma guerra que poderá destruir tanto os Deuses, como a civilização? — ele olhou triste para mim — Bem... se quiser, disponibilizo um Pégaso para você ou Argos pode te levar.

— É.. obrigado, Quíron. Diga a Argos que irei com ele, algo me diz que ir pelo ar não será nada bom para mim.

Dei um último olhar para Quíron, voltando a meu chalé, apenas escutando latidos de choro do Lucca. Por que eu era o culpado? Tanta gente querendo roubar e logo eu? É, só deveria ser culpa da minha grande sorte. Meu falso sorriso não ajudou Raquel, muito menos meus irmãos. Debatemos um pouco, antes da minha decisão. Antes da meia-noite, Argos me levaria até onde eu quisesse, mas onde será que eu iria? Não sabia, muito menos imaginava. Meus 15 anos me deixavam totalmente impossibilitado de dirigir, ou tentar algo. Me contentei com algumas piadas do Kevin, ele tinha um bom senso de humor. Até que ouvi outro ruído, era o telhado.

— Lucca, não. — disse a ele, saindo do chalé rapidamente e esquivando de uma investida do Lucca.

Chefe, vai precisar de minha ajuda, estou aqui, disse Lucca.

Não me chame de chefe e... eu não vou precisar, fique com a Raquel, disse para ele, tentando contentá-lo a ficar no acampamento. De algum modo, eu conseguia conversar mentalmente com Cães Infernais, ou era algo do meu pai. Desde aquela missão, eu comecei a ouvir o Lucca.
Chefe, mas eu... , ofereceu Lucca.
Não, fique aqui, terminei a conversa, ouvindo passos fortes atrás de mim.

— Vamos, Lawliet — disse Argos, com todos seus olhos concentrados em mim.

Argos falava poucas vezes, ou seja, estava mesmo ruim. Entrei no chalé, para pegar o que podia. Olhei para uma mochila, de quando chegara no acampamento. Ela estava intacta, como eu tinha deixado, no criado mudo. Olhei para meus equipamentos - que provavelmente iria precisar -, eu teria que colocá-los na mochila, de algum jeito. Minha esfera monstro, minha nova espada, meu elmo... reuni todos eles na mochila, junto com minha adaga. Olhei para o meu sabre, deixando algumas lágrimas caírem. Não levaria ele, infelizmente. Não caberia mais nada. Deixei só a esfera, o elmo e a adaga na mochila, coloquei a espada na bainha e o tridente em uma amarra, nas costas.
•••
— Vamos para onde?

— Estados Unidos, mas vou te deixar em uma avião. Você vai se encontrar com Éolo, ele te dirá onde encontrar o Tridente, ele vê tudo. — disse ele, olhando para mim, parecendo demonstrar confiança.

Antes que pudesse fazer algo, desmaiei na van. Havia me esquecido de todas as noites desde uma que passara em Atenas. Eu não havia dormido, desde lá. O máximo que pude fazer, foi relaxar na cadeira. Depois de ver tudo ficar negro, dormi por completo.
•••
Meu sonho não fora nada que me auxiliasse. Eu estava em um lugar estranho, era uma bela fortaleza. O vento era o melhor que eu poderia respirar, me deixava muito bem. Então, vi um garoto, parecido comigo. Não sabia o nome dele, mas ele tinha vestes gregas, negras, para ser exato. Caminhava com uma mulher, a mesma tremeluzia, não parecia ser real. Por mais estranho que fosse, ela parecia ser feita de vento. Eles andavam em rumo a fortaleza, com olhares de medo.

— Não vá, por favor.

— Eu tenho que ir, é meu dever.

— O Senhor dos Ventos não é bom com quem não é convidado, por favor, não vá.

— Eu não sou convidado.

— Só você já basta para ele ter questões de pulverizar um ser.

Eles caminharam até a fortaleza. Então, um homem, de estatura média, começou a caminhar na direção deles também. Seu olhar peverso me deixou nervoso. Suas vestes gregas brancas me disseram algo, ele provavelmente deveria ser o Senhor dos Ventos. Então, os ventos começaram a ficar fortes, capazes de derrubar o garoto. Tudo reluziu em um verde, não consegui ver o que tinha acontecido, mas não fora nada bom.
•••
Acordei em um sobressalto. Quase bati minha cabeça no teto da Van. Olhei para os lados, estava no aeroporto, com Argos. Ele me acordava com leves tapas no ombro, enquanto eu estava suspirando, me acomodando no banco. O Aeroporto quase não tinha ninguém, e estava a noite, ainda. Acenei para Argos, saindo do carro, na direção do Aeroporto. Ele ainda continuou lá, não sei porque. Foi quando percebi. Eu estava sem passagem, ou dinheiro. Praticamente, estava totalmente perdido. Verifiquei minha mochila, para ver se ao menos tinha os equipamentos. Então, um reluzente bilhete saiu da mochila, parecia ter asas, ou algo que o fazia voar. Corri atrás dele, trazendo o olhar de todos presente. Então, quando peguei, não sei porque, olhei para Argos. Ele sorriu e piscou todos seus olhos, o que me deixou meio tenso.

Então, vendo ele sair, abri o bilhete. Estava lá, uma passagem até... Colorado Springs, no Colorado. Sorri, já tinha ido uma vez para lá. Dei vários pulos, antes de ir até o posto de embarcação. Seria uma longa viagem, poderia aproveitar. Mas... é, seria uma viagem perigosa. Se Zeus fosse bom comigo, provavelmente eu não seria pulverizado. Então, retomando a calma, caminhei até o posto de embarcação. Imaginei no que os mortais estariam vendo com a névoa. Será que minhas armas todas apareciam? Isto era tenso. Todos que me olhavam franziam a testa ou coisa do tipo. Então, quando cheguei, vi o avião. Era grande e simples, porém muito belo.

Depois de um tempo brigando com um segurança, já que não poderia passar pelo negócio que percebia se tinha metais. Se eles estavam vendo a quantidade de objetos cortantes que eu levava comigo... é por isso que brigavam. Vendo várias pessoas irem em direção do avião, segui elas e fiquei no meio, vendo o segurança puxar muitos inocentes. Entrei sorrateiramente no avião, correndo entre os assentos e pulando em um banco na primeira sala. Pelo que eu olhei, estava na metade daquela sala. A frente era a sala de comando, provavelmente onde o piloto estava. Me acomodei, passei vários minutos, mas ninguém sentou ao meu lado. Com as pálpebras pesadas, caí no sono.

Desta vez não sonhei com nada, o que me deixou um tanto estranho. Acordei normalmente, me espreguiçando. Havia deixado minha mochila do lado e o tridente do lado da janela. Sorri para mim mesmo, suspirando. Então percebendo uma sombra, no outro assento, olhei para o lado, uma aeromoça com óculos negro e bela vestimenta aguardava meus olhares. Olhei para ela e esperei meu chamado.

— Senhor, vai querer algo?

— Obrigado, não vou querer.

— Nada? — ela se aproximou de mim, como se fosse retirar o óculos.

O medo me deu vontade de pular e sair correndo. Apenas toquei no meu tridente, estava ao meu lado, descansando ao lado da janela. A moça franziu o cenho. Provavelmente iria me beijar, se eu não pulasse do assento, caindo entre dois assentos vazios. Olhei para os lados, todos os assentos naquela sala estavam vazios. A mulher soltou o óculos e a julgar pelo seu cabelo... sibilando, fechei os olhos, me encolhendo entre os assentos. Eu sabia de quem estava tratando, minhas aulas sobre monstros me ajudaram pelo menos uma vez. Os passos da moça ecoavam em toda a sala. Foi quando senti ela perto de mim. Ela estava muito perto, eu sentia as serpentes mordendo o assento próximo a minha cabeça. Então, senti a respiração dela, passando por mim.

— Abra seus belos olhos, Armstrong.

— Não... eu sei quem você é... é a Medusa!

Chutei a perna dela, que a fez ir para trás. Mas ainda sentia ela perto de mim. De algum modo, as serpentes ficaram mais furiosas, os sibilos mais altos. O medo me tomou. Não sabia o que fazer, nunca tivera a chance de lutar com uma Medusa. Era estranho ser atacado por uma assim... de repente. Me levantei calmamente, me apoiando no assento, colocando o tridente a frente. Suspirei, relaxando minhas costas a janela. De algum modo, senti um soco em minha barriga. Cuspi, mas não era sangue. Girei o tridente, batendo na janela, provavelmente quebrando ela, mas logo, batendo a Medusa. Senti algo estranho, como areia. Então, em um grande barulho, abri os olhos. Vi a cabeça da Medusa, olhando para o outro assento, apenas as vírboras a minha frente. Sorri, ainda bem que ela não estava virada para mim. Tirei meu casaco, ficando apenas com a camisa laranja do Acampamento. Então, deixando a cabeça na mochila, relaxei de novo, suspirando. Eu havia matado uma Medusa, com uma cravada do tridente.

— Senhores passageiros, se acomodem nos bancos, já estamos perto de aterrissar.

Olhei para a janela ao lado. De algum modo, aquela voz humana me fez ficar melhor. Que bom que estava com humanos e não com muitos monstros. A janela mostrava o grande céu, estava perto do nascer do sol. Eu havia feito um grande buraco, junto a janela. Por isso o grande vento. Mas antes que pudesse fazer algo, senti as costas ficando quente. Olhei para trás, de relance e então vi. Era uma vampira com cabelos flamejantes. Antes que pudesse virar ou tentar algo, fui empurrado do avião. Olhei para o Tridente, infelizmente não era só o do Poseidon que estaria perdido. Desci com a mochila nas costas e o sabre na bainha, em minha cintura. Olhei para baixo, provavelmente morreria. Me envolvi com uma cúpula feita de sombras, me sentindo um Hamster. A cúpula não iria ajudar muito na queda livre, olhei para trás e pude ver o avião sumir nos céus.

Estava caindo muito rápido. Pude perceber os ventos manipulando a cúpula, a levando para uma caverna. Era Pikes Peak, um dos meus lugares preferidos na minha visita a Colorado. Mas não pude ficar feliz. Por sorte, antes de chegar a terra, controlei a mesma. Fiz algo como uma área de cinco metros, perfeita para aterrissagem. Era como um buraco do tamanho da cúpula e com suportes em baixo. Então, a cúpula que me levava bateu no pequeno centro de aterrissagem criado por mim.

Me acordei entre um amontoado de pedras. Por mais que fosse inacreditável, eu estava vivo. Tentei me levantar, mas recuei, meu corpo doía. Olhei para os lados, estava no topo da Pikes Peak. Ao lado, várias montanhas que pareciam dentes. Observei enquanto me mantinha em pé, um pouco melhor. Me envolvi em sombras, na verdade em uma cúpula, me recuperando. Sempre que eu ficava no escuro me recuperava. Adentrei a caverna, absorvendo as luzes para mim, para que me curasse rapidamente. Minha cabeça estava processando as coisas vagarosamente. Não entendia nada que tinha acontecido. Olhei para mim, estava horrível. Meu corpo estava sujo, a camisa um pouco esfarrapada. Então, levantei já melhor, olhando para os lados. Onde diabos estava minha mochila? Em toda a caverna - a pequena parte que procurei - não encontrei. Então, vagarosamente saí da caverna, procurando algo que me ajudasse.

— Argh...

Achei em meu bolso, duas frutas. Não me lembro de ter trazido elas, quer dizer, eu não me lembrava de quase nada. Em retalhos, vi minha mochila. Por sorte, vi meus itens. Estavam lá a esfera monstro, elmo, adaga... minha espada estava do lado, na bainha praticamente inexistente. Olhei para os lados, procurando meu tridente. O modo com que meu corpo parou de doer me deixou em conforto. Então me lembrei. Havia deixado o Tridente no avião e... a cabeça da Medusa. Ela estava na minha mochila... minha mochila estava acabada. Olhei para os lados e vi a cabeça, ainda inteira, olhando para... era um cavalo, ou provavelmente queria ser. Tinha uma mulher consigo antes de ser transformado em pedras. Os poucos pedaços que estavam lá mostravam, eles não eram humanos e sim seres mitológicos. Ainda envolvida em meu casaco, deixando seus olhos de fora, peguei a cabeça, deixando a frente da caverna.

— Αποδοχή προσφορά μου, Πάτερ Οδυσσέα, έρχονται, με όλο της το μεγαλείο, Ο ήρωας του Τρωικού Πολέμου
Então, deixando as frutas em um pequeno buraco, feito por mim. Um líquido negro subiu, demonstrando que estava dando certo. Sorri, queria êxito naquilo. Descansei as mãos, vendo o líquido chegar a borda. Várias almas começaram a aparecer. Elas tremeluziam, tentando beber o líquido. Então, com raiva, brandi a mão na direção das mesmas, demonstrando poder.

— Saiam, venha Ulisses.

Então, entre as almas, um homem, de idade média, provavelmente. Estava com armadura grega e uma espada em mãos. Ele olhou para mim, relutante, mas começou a beber o líquido, deixando sua forma cada vez mais real. Olhei para ele, franzindo o cenho. Estava mais... diferente desde o tempo que o invoquei em uma das minhas batalhas, junto ao Kevin.

— Você... de novo?

— Ah... Oi.

— Você está mais pálido — disse ele, olhando para mim. Ajeitou uma fivela de sua armadura e então, olhou para mim novamente - Precisa de minha ajuda para quê?

— Ah, de novo vai ter que me ajudar. Quer dizer, se quiser. Eu estou envolvido em muita coisa ruim. O Tridente foi roubado, eu fui culpado e tenho que trazê-lo logo.

— Já buscou alguns dos ventos? — ele olhou para mim, determinado — Éolo - o senhor dos ventos - vê tudo.

— Isso, Quíron me mandou ir até ele — balançei meus cabelos, em busca de algo que me ajudasse. Se não fosse por Ulisses, nunca teria lembrado — Sabe onde posso encontrá-lo?

— Na Ilha Éolia. Aliás, onde estamos? — verificou um mapa no bolso — Depois dessas mudanças da chama, nem sei por onde começar.

— Estamos no Colorado Springs, Colorado. Em Pikes Peak, uma montanha. Centro-Oeste.

— Então estamos... perto.

Ele saiu da montanha, olhando para os lados, nervoso. Segui ele, levando a cabeça da Medusa e a Esfera Monstro. Então, ele parou, franzindo a testa. Parei e olhei para onde ele olhava. Sem falar no ar rarefeito, eu estava me cansando. O mundo estava encoberto por nuvens, abaixo. Acima de mim e do Ulisses pairando no céu, a cerca de quinhentos metros, havia uma enorme ilha flutuante de rocha lilás. Calcular o tamanho daquilo era... complicado, até mesmo para Ulisses. As laterais terminavam em penhascos abruptos, com cavernas, e de vez em quando surgia uma rajada de vento que soava como um tubo de órgão. No topo, muros grossos cercavam uma espécie de fortaleza - a que eu vira no sonho.

Pedi para que ele esperasse, e fui até o interior da caverna. Felizmente, ele me seguiu. Reuniu as suas vestes gregas, ficando apenas com a armadura e uma calça. Fiz uma trouxa, para colocar: A Cabeça da Medusa; A Adaga; O Elmo das Trevas; A Esfera Monstro. Então, olhei para ele, pegando minha espada. Sorrimos e fomos até onde estávamos, para ver se tinha algo que pudesse nos ajudar. A única coisa que vi, era uma estreita ponte de gelo que brilhava sob a luz do sol.

Rapidamente notei uma coisa: Não era sólida. Algumas vezes, serpenteava, ficando mais fluida, mais fina, e em alguns pontos parecia uma pequena, mas pequena linha. Recuei, tentando não sorrir. Infelizmente, Ulisses olhou para mim, relutante. Então, fui levado as forças na direção da ponte. Olhei para os lados, só nuvem. Deixei com que ele passasse em minha frente, ou ele quis passar.

— Só pise onde eu pisar.

Enquanto ele deu o primeiro passo, me concentrei novamente e então disse:

— Pare.

— Isso não é hora de parar.

— Espere...

Das sombras, surgiu uma Fúria. Não sei qual era, mas provavelmente, deixei meu pai sem uma das suas conselheiras e punidoras. Lancei a trouxa para ela, que ao mesmo tempo moveu suas asas de couro em minha direção. Pegou a trouxa e subiu, na direção do fim da ponte, chegando ao topo. Depois de alguns minutos, chegamos ao topo. Eu ainda pensava de como tinha chegado a aquilo e o porque de ser o culpado pelo roubo. Eu era apenas um filho de Hades, mas parecia que só pelo meu pai, eu era culpado.

Olhei para a frente, muros de bronze cercavam todos os lados da fortaleza. Provavelmente, aquele lugar seria um ótimo refúgio, com uma bela defesa. Portões do que acho ser de seis metros de altura se abriram, para nós. Um caminho de pedra pólida lilás levava à uma área principal. Vários satélites e várias antenas de rádio em alguns telhados, com colunas brancas, ao estilo grego. Então, uma mulher flutuando foi se aproximando de nós. Fiquei com medo e absorto. Era ela a garota do sonho. Então, sentindo um solavanco muito estranho, me joguei ao chão.

— Essa ilha não cai, certo? — olhei para Ulisses nervoso.

— Nos meus tempos, não — disse Ulisses.

— Não, balança mas não cai — disse a garota, com uma voz doce.

— Você é um fantasma — recuei, com medo da ilha balançar novamente.

— Não, sou uma aura. Para ser exata, uma ninfa dos ventos. Silkie. Sou serva do senhor Éolo, trabalho para ele. Fantasmas não vivem aqui, vivem no submundo, não é? — então olhou para mim, me deixando nervoso.

— Eu quero falar com Éolo. — disse, nervoso.

— Na verdade sou eu, será que aquele velho ainda se lembra de mim? — disse Ulisses, sorrindo e piscando para mim.

— Venham por aqui... A tanto tempo o Senhor Éolo não ouvia boas histórias do Ulisses — então elas nos guiou por um monte de portas entre o Hall da entrada. Então, parando em uma sala perfeita, com várias televisões, por todos os lados. Algo me dizia que elas eram do mundo todo — Senhor Éolo, velho amigo te esperando?

Em uma cadeira, estranha, saiu um homem. Ele parecia um daqueles apresentadores de telejornais. Velhos, porém com aparência jovial. Seu sorriso parecia nunca sumir do rosto. Seu olhar passando por mim não foi nada legal, me deixou com medo. E então, parou em Ulisses. Não demorou muito, até que ele se esbarrasse comigo e passasse para dar um abraço no Ulisses, o que me deixou com raiva.

— Odisseu, quanto tempo?

Aquele nome soou estranho em minha mente. Eu chamava por Ulisses e ele me atendera de um jeito, e de Odisseu... foi de outro.

— Estou aqui novamente.

— Bem, vamos para a minha sala.

Então, depois dos dois, saí da sala. Por um tempo, segui eles, sem pensar em nada. Então, me deparei com as nuvens novamente. Em uma delas, um ponto em que mostrava o mundo humano. Eu queria está lá, eu queria. Mas minha origem impossibilitava isso. A qualquer momento, monstros poderiam aparecer. Eu era filho do soberano do submundo, minha natureza era infiel a mim mesmo. Foi quando avistei uma grande sala. Era bonita e um ar... dos melhores. Em uma mesa, sentei ao lado de Ulisses, ou Odisseu. Éolo estava na ponta, com um grande prato. Imediatamente, Silkie colocou comida em nossos pratos, muita comida. Achei estranho, será que Ulisses poderia comer? Minha dúvida nunca acabaria, ele nem se quer olhou para o prato, apenas falou com Éolo.

Pensei em como aquele homem poderia ser um deus tão importante. Em algumas vezes, ele olhava para mim nervoso. Depois de comer um pouco, me levantei da mesa, libertando o olhar nervoso do Deus. Mas ele ficou ouvindo algumas das aventuras do Ulisses, depois de sua visita a ilha, há muito tempo. Em uma janela, no fundo da sala, poderia ver algo... era algo importante. Depois de algumas propagandas, vi o logo. Néctar e Ambrósia sendo comprado por semideuses livremente no acampamento. Mais notícias, tratar com Hermes, ligue para... TV Hefesto agradece. Sorri, apareceu um homem de sorriso torto. Sua barba algumas vezes deixava escapar labaredas de fogo, muito pequenas, muito discretas.

Olhei para os lados, procurando encontrar a resposta para meus problemas. Então, me lembrei da trouxa. A Fúria ainda estava com ela. Peguei uma fruta do bolso. Era o único alimento que tinha realmente coragem para comer. Deixei minha comida como estava, não confiava em comidas de deuses, principalmente de um velhote. Então, quando levei a fruta até a boca, vi algo atrás de algumas televisões. Era um Tridente. Na verdade, era o Tridente. Era reluzente, mais que qualquer arma que já viu. Seu material parecia de oricalco, também. Me virei e me bati com o Éolo.

— Vá comer, rapaz.

Seu olhar que nem no meu sonho só me deixou nervoso. Era idêntico. Será que ele era o tal furioso Senhor dos Ventos? E o que será que o Tridente estava fazendo ali? Minhas dúvidas acabariam se eu continuasse ali. Fui até a mesa, esperando que ele interter de volta nas histórias de Ulisses. Olhei para os dois, esperando ver mais uma vez, a distração de Ulisses. Éolo era um bom ouvinte, apenas ouvia e fazia disso pensamentos. Então, aproveitando um rápido fechar de olhos, do Éolo, me levantei.

Por mais idiota que fosse, corri na direção da janela. Ulisses ainda tentou me impedir, mas estava um pouco difícil. Assim que cheguei na janela, vi a Fúria, com a trouxa. Mas algo estava do lado dela, era o Cão Infernal. Era o meu cão, Lucca. Puxei o Tridente, esperando ser pesado. Mas pelo contrário, nem era. Somente senti um grande poder percorrer o meu corpo. Atrás de mim, com o canto dos olhos, vi Éolo explodir em raiva, deixando a mesa no chão. Então, por mais incrível que fosse, Ulisses pulou no mesmo, o jogando no chão.

Pulei da janela. Em meu pensamento, milhares de ideias percorriam no mesmo segundo. Eu provavelmente deveria virar um atleta que salta em queda livre, já estava acostumando. Por sorte, a sala do grande senhor dos ventos não era tão alta. Basicamente, era um andar. Quando caí, rolei, um truque que aprendera depois do horrível teste de voar com Pégasos. Senti meus joelhos doerem, como sempre fazia aquilo. Lucca começara a correr na direção contrária. Droga, o que eu tinha que fazer? Não sabia voar. Era isso. Olhei para Lucca, tentando ser sincero.

Ei, garotão. Que tal você ir até o acampamento, verificar como Raquel está? , disse, pelos pensamentos.
Tudo bem, chefe, disse ele, sumindo nas sombras.

Por minha sorte, ele sumiu. Olhei para a janela, em poucos segundos veria Éolo. Então, comecei a correr, que nem um louco. Atrás de mim, ouvi gritos. A ilha balançou, quase me fazendo cair. Por sorte, estava a meu favor, me fazendo ir mais rápido. O vento ficou bem mais forte, então, aproveitei. A luz que estava ali, rapidamente fora toda puxada na minha direção. Todas transformadas em trevas, adquirindo um tom preto. Na minha frente apenas apareceu uma coisa. A ninfa dos ventos, que eu conheci há pouco. Ela tentou me atacar com um golpe lento - um chute na direção da cabeça.

Mas ela não parecia querer me machucar. Então, mandada por Éolo, que logo me seguiria, depois de acabar com seu amigo Ulisses. Sorri, eu tive sorte. As sombras puxadas até a mim se formaram em algo como uma armadura alada. Era uma armadura, que cobria o corpo todo. Nos pés, pequenas asas salientes começaram a se mover. Então, nas costas, as grandes asas começaram a bater, em busca de algo como um belo vôo. O Máximo que conseguiu, foi pular da ilha, e entrar em um dos túneis visto quando subia a ponte. Estava sendo desajeitado, mas nunca voara.

Depois de chegar ao túnel, tentei levantar vôo novamente. Mas minha tentativa foi cancelada pela ninfa dos ventos.

— Para quê quer me atacar? — disse, desviando de um soco.

— O Senhor Éolo-

— Epa, ele é ele. Você é você. Vai ficar obedecendo ele até quando? O que ele faz por você? Daqui a alguns dias ele irá te trocar por outra e sempre vai continuar nesse ciclo virtuoso — disse, a colocando contra a parede deixando o cabo da espada na direção dela. Por incrível que pareça, ela corou.

— Mas o Senhor Éolo é o Senhor dos Ventos, de qualquer modo, se eu for livre, a minha morte apenas ficará para mais cedo.

— Esqueça o Senhor dos Ventos, venha.

Puxei ela, pelos braços. Quase atravessei os mesmos, se não estivessem sólidos. Puxei ela, olhando para o final do túnel. Por sorte, ela voara e me ajudara com os ventos. Percebi que desde acima, os ventos começaram a ficar forte. Se não fosse pela Silkie, minhas asas não conseguiriam planar como eu queria. Trovões retumbavam, enquanto já tinha passado pelas nuvens e estava perto de um local estranho. O Olhar de Silkie, preocupada com os ventos não me fizera nada bem. Estávamos parando em um jardim, muito belo, por sinal. As plantas brilhavam ao tom da noite. Nem notava mas o sol já havia sumido, deixando a lua tomar o lugar do mesmo.

Paramos e tocamos a terra firme. Por minha sorte, Silkie guiara a Fúria entre os ventos. Em poucos minutos ela chegaria. Sentei no chão, olhando para as belas flores e plantas. Era estranho, mas aquilo me deixava calmo. Perto dali, uma garota, parecendo que não tinha casa, morava na rua. Mas ao julgar pelas suas vestimentas, ela não parecia moradora de rua. Deitando no chão, percebi tudo ficar calmo.

— Estamos no Jardim dos deuses.

— Você sabe disso? — olhei para Silkie, me acomodando entre a terra.

— Claro o Sen... Éolo se mantém informado, ou seja, como serva dele, eu também.

Sorri, ainda bem que ela estava ficando livre. Éolo não era uma pessoa nada boa, ao contrário do que pensava. Olhei para o Tridente, em mãos. Ele já oscilava, ficando mais difícil de levar. Então, se levantando e deixando o Tridente passar pelas mãos, foi na direção da garota. Não percebera, mas ela estava a frente de uma fogueira. Em um tronco, ela se sentava, olhando as chamas. Aproximei dela, aproveitando para me aconchegar no fogo. Então parei à alguns metros dela, a olhando.

— Aproxime-se, Lawliet Armstrong.

— Ah... — uma coisa que aprendi, é que quando um ser mitológico te vê, ele ganha uma ficha sobre tudo de você — Você é?

— Héstia, a Última Olimpiana.

Estremeci com o comentário da deusa. Fiquei calado, enquanto olhava as labaredas crepitando, pareciam dançar conforme a vontade da deusa. O que mais me indagava, era o jeito da deusa. Entre todas as coisas, ela tinha que ser uma bela criança? Não entendi, por isso fiquei vários minutos calado, apenas corando e retribuindo olhares.

— Você que escolhe essa aparência?

— Sim. Sou calma, não procuro confusões. Ao contrário de você. Está muito encrencado, sugiro que se acalme um pouco. Falta apenas um dia. Amanhã, antes do sol se pôr, você tem que ir ao Olimpo, entregar o Tridente. Vejo que está com ele, mas o que você ganha só entregando e livrando a você e toda sua gente da morte?

— Eu ainda serei o culpado. Só tenho a perder... minha honra e a do meu pai...

— É isso que quer?

— Não. Mas aonde a senhora quer chegar?

— Não sou eu que quero, é você Lawliet. Siga o seu coração, não o que os outros mandam.

— Ah.. obrigado?

— A propósito, mude essa roupa e... pode dormir.

Deitei minha cabeça na coxa dela. De algum modo, ela não era mais criança. Envelhecera, ficando adolescente. Não pude ver muita coisa. Na verdade, perdi tudo. Meu TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) não me ajudara em nada. Depois disso, apenas senti meus lábios quentes. Estava confortável, cabelos assentando no lugar. Sua roupa mudara, agora era uma camisa negra de manga curta, bem apertada. Sua calça era listrada, verde. Tênis All Star, negros. Sorri, estava bem melhor. Me levantei, tocando em meus lábios. Eu não queria ter pedido aquele momento, deveria ser bom. Olhei para os lados, mas Silkie sumira. Apenas a Fúria me esperava. Ao meu lado, uma mochila bela, de couro, negra.

Depois de pegar a trouxa e colocá-la na mochila, andei entre o jardim. Nada que me interessasse estava ali. Eu não sabia bem onde estava, mas estava muito longe do Olimpo. Então, como ainda estava a noite - em algumas horas, o sol começaria a nascer -, me concentrei. O único lugar que pensei foi... Central Park, Manhattan. Imediatamente, as sombras foram tomando o seu corpo e ele desapareceu entre as sombras.

Era uma das poucas vezes que fazia aquilo. Só via escuridão, além de uma floresta, cidades e várias coisas que não tive tempo para ver direito. As coisas passavam rapidamente, maioria das vezes, zunindo. Quando cheguei, em cima de um dos bancos do Central Park, senti um leve desconforto. Deitei no banco, ganhando olhares das ninfas das árvores e alguns sátiros. Os poucos humanos que passavam ali, me observaram estranhamente. É, um garoto com uma mochila, uma espada em uma bainha quase inexistente, uma mochila e totalmente pálido assustaria alguém, principalmente àquela hora da noite. Então, percebi os galhos secos se moverem e fazerem estranhos ruídos. O vento começara a ficar forte, fazendo as ninfas das árvores se moverem rapidamente. Um sátiro desajeitado, deixara que sua casa caísse e derrubasse uma grande quantidade de água, formando um pequeno rio.

— Não...

— Olá, Ladrão.

— Oi, mas acho que você é o Ladrão daqui — coloco o Tridente a frente, olhando para Éolo.

— Me devolva isso, poderei tomar o domínio dos ventos só para mim e depois o Olimpo.

— Desculpe, velhote. Antes disso, vai ter que me parar até a noite, o meu prazo.

— Por que não vem comigo? O que é que você vai ganhar, além de um agradecimento e baixa reputação?

— Eu vou fazer minha promessa — a raiva surgiu em meus olhos. Firmei as mãos no Tridente, enquanto fitava o mesmo.

— Não seja ingênuo. Agora, vou tirar isso das suas mãos.

Após as palavras do Éolo, explodi em raiva. O vento no local começou a ficar mais forte. Fui me aproximando do Éolo, assim como ele de mim. Paramos a frente do outro, como se estivesse esperando o primeiro golpe. Então, as sombras começaram a virar algo estranho. Foram se aproximando do Éolo, vagarosamente. Então, quando ele se mexeu, ela tomou forma, segurando os pés dele e solidificando. Deixei ele impossibilitado de se mover por pouco tempo, embora fosse o preciso. Antes que ele quebrasse as sombras, consegui acertá-lo com o Tridente. Ícor dourado jorrou do ferimento. Fora um corte superficial, na sua barriga. Tentei não sorrir, mas meu TDAH estava ajudando. Desviei de um soco dele, mas logo, senti a fúria de um deus.

O vento me fizera voar, praticamente, ser lançado para longe do deus. Me bati em uma árvore, de uma ninfa. Fui xingado, praticamente. Me levantei, tentando me segurar na árvore. O vento estava forte e se continuasse, eu seria levado para muito longe. Olhei para o pequeno rio que o sátiro desajeitado havia formado. Me mantive em pé, me encostando na árvore e então bati o Tridente no chão. Senti o Tridente começar a tremer. A água formou uma tromba que acertou o deus, o mandando para o chão, deixando o pequeno rio atrás dele, agora. Sorri. Pesquei um dos dracmas que sempre levo no bolso, para emergências.

— Ficou fraco, velhote?

Ele rosnou para mim, se levantando. Mandou ventos cortantes que se não fosse por uma alma protetora, eu estava morto. Ela conseguiu me proteger, enquanto olhava para os lados. As árvores das ninfas estavam sendo destruídas, cortadas. Algumas ninfas e sátiros morriam, tudo por causa de um roubo. Olhei para Éolo, furioso. Então ele parou, um ponto perfeito para mim. Segurei o dracma com uma das mãos, deixando o Tridente na outra e joguei na direção dele. Como esperado, ele desviou relutante e raivoso.

— Você está me insultando, tentando me atingir com um dracma.

— Você é que está insultando — parei, me concentrando — Os deuses no Olimpo.

Atrás do Éolo, a névoa tremeluziu, formando uma imagem do Olimpo. Várias pessoas sentadas em tronos, sendo o central Zeus. Todos comiam e bebiam, enquanto Zeus se concentrava na mensagem de Íris. Então, olhei para Éolo.
— Éolo, como pode roubar o Tridente? Para quê você queria?

— Eu vou tomar os ventos e depois o Olimpo, não já disse? — então, ele fixou seus olhares em mim — Eles me tratam como um deus inferior. Eles vão ver.

— Nós já estamos vendo.

Disse Zeus, se levantando do trono. Todos os outros deuses presentes fizeram o mesmo. No canto da imagem, vi Poseidon. Seus olhos verdes se concentravam no Tridente, provavelmente estava preocupado em que mãos ele poderia cair. Então, Zeus olhando para os lados, me fitou novamente.

— Traga até o Olimpo, caro semideus.

— Uma ajudinha seria bom agora né? — disse, com medo do Éolo.

— Você está perto do Olimpo, para quê precisa de ajuda? — disse Zeus — Vamos logo.

A mensagem se desfez, ao uma mão nada estranha passar pela névoa. A fúria de Éolo estava aberta por completo, agora sim. Não teria muito tempo para segurá-lo, provavelmente iria morrer. Um vento maior que qualquer um que enfrentara. Não conseguiu segurar o Tridente, deixou que o mesmo fosse levado para alguns bancos do Central Park. Sua espada também fora. Não tinha tempo de pegar os equipamentos. Concentrei-me e coloquei a mão no chão, de apoio também.

Então, do chão, vários ossos começaram a formar uma espada. Fina, afiada e leve, assentando bem na minha mão. Então, um escudo se formou, de osso também. Bati a espada no escudo, vendo que eles eram bem resistentes. Então, tornei as armas negras e logo me coloquei em posição de batalha. Ele fez o mesmo, mas uma espada de ouro branco surgiu do nada. Em um golpe serei pulverizado, pensei. Então, corremos na direção do outro.

— Immedia... Tartarus Phobia!

De repente, tudo se tornou frio. Pelo que eu contei, foram 25 almas. Todas invocadas, um exército de mortos. Perambulando, tremeluzindo, de lado para outro, olhando para Éolo. Me concentrei. A única coisa que pude pensar em fazer, fora a armadura, a que tinha feito para voar. As asas não teriam efeito, por isso as mesmas nem apareceram. Nem procurei elas, somente olhei simplório para Éolo. Pelo o que estava vendo, o Ícor dourado ainda saía, porém parando. A espada de osso negro aumentou em minha mão, ficando como queria. Parti com as 25 almas, na direção do deus dos ventos.

Em menos de segundos, os ventos mudaram de direção. Pareciam aumentar a nossa velocidade, nos levando mais rápido para o deus. Ele olhava principalmente para mim, com raiva. O máximo que consegui aos olhares, foi correr entre as almas, entre minhas sombras e clones feitos, na mesma hora. Estava cansando, provavelmente em poucos minutos pararia de batalhar. Os primeiros ataques de Éolo, praticamente deixou várias almas para trás, porém elas eram muito difíceis de serem destruídas. Estava perto dele, tirando a atenção. Provavelmente, me confundira com um clone, ou sombra. Parti para um ataque com o osso. Em suas costas, uma cicatriz o tirou mais Ícor dourado. Não pude perceber. Ele virou, seus olhos penetrando os meus. Nunca vira tão ódio expresso assim em um olhar.

Absorto no olhar, voei. Literalmente. Recebi um soco no peito que me fez ser lançado vários metros, passando de todas minhas almas invocadas. Me lembrei de tudo da minha vida, passado, presente. A frente em uma árvore, estava um Mc Lanche feliz. Provavelmente, fora levado com a corrente de vento feito por Éolo. Poucas coisas restaram do mesmo. Fui correndo até ele, sentindo uma grande dor no peito. Peguei o lanche e despejei em uma das raízes. O líquido negro subiu, como na caverna.

— Ελάτε, Ο Σαρπηδών. Γιος του Δία, οι ακτίνες του να φέρει μαζί με σας!

Então, entre várias almas tentando beber o líquido, um herói, grande e corpulento saiu da névoa, tremeluzindo. Aos poucos foi ficando real, até que estava em plena forma, com uma lança na mão e um escudo. Ele provavelmente vivera entre o tempo da Guerra de Troia, me lembro de quando Quíron contava suas histórias.

— Vamos derrotar Éolo.

•••

De repente, trovões retumbavam nos céus. O olhar frio de Sarpédon me dizia tudo, ele era um grande guerreiro, filho de Zeus. Fomos para ataque, vendo as forças das almas enfraqueceram, deixando apenas eu e o Herói. Mal pude esperar para pedir, nós dois seguimos Éolo, para onde ele estava, voando, em um turbilhão de vento. Sarpédon apontou as mãos para acima e trouxe um grande raio ao chão. Este acertou Éolo, fazendo ficar parado por segundos. Olhei para Sarpédon, esperando ser confiante.

— Tome conta dele, estou de saída.

Procurei o Tridente, depois que perdi o mesmo. Ele estava perto da mochila, que guardava a maioria dos meus itens. Quando estava chegando a esquina, vi Sarpédon e Éolo começarem a confrontar um a outro. O Central Park estava se devastando. Notei que não era só eu que tinha um exército. Enquanto ia na direção do Empire State, confrontei com dois Venti. Um em forma de cavalo, subi no mesmo. Enquanto ele voava descontroladamente, o soquei e logo desferia golpes o desfazendo. Na frente do Empire States, sendo olhado por muitas pessoas, encontrei com outro Venti. Senti um choque percorrer minha mão, até a cabeça, o que me deixou tonto. Além da cabeça, o meu peito estava doendo, e em poucos segundos, Éolo viria atrás de mim.

Entrei furtivamente no Empire States, indo até o balcão da recepção. O homem olhou para mim estranhamente. Mas pensei, como é que uma pessoa não notaria nada de errado em um adolescente envolvido por sombras, com ossos na mão e olhar negro profundo? É, era difícil. Pelo jeito que Quíron falava, na visita de solstício de inverno, dois campistas poderiam ir. Pelas histórias, o Olimpo residia naquele prédio no 600° andar. Olhei para ele, descansando os braços e peitoral na bancada.

— 600° andar.

— Nós não temos o-

— Olha aqui, toma — deixei alguns dracmas que ainda tinha no bolso na bancada. Sorri ao ver no elevador, o número em um ômega mostrar o 600° andar.

Cheguei ao topo, onde poderia ver as nuvens. Saí do elevador, andando em nuvens, ou parecendo andar em nuvens. Cheguei ao que diziam ser a terra do Olimpo. Várias estátuas e templos para todos os lados. Me surpreendi com toda grandiosidade, não só do Olimpo, mas da beleza que o monte trazia. Ouvi o toque bater. Estava quase amanhecendo. Corri, soltando a mochila das costas. Segurei o Tridente com força, pulando algumas estátuas, provavelmente caídas. Então, cheguei a uma sala estranha. Era a sala mais graciosa que já tinha visto em minha vida. Lá estavam todos os deuses em seus devidos tronos. Na lareira, estava Héstia, sorrindo e dando uma piscadela para mim.

— Aqui está.

Parei no meio da sala, olhando para os lados, nervoso. Um homem loiro de sorriso bonito me olhava. Algo me dizia que eu conhecia ele. Fiquei calado, apenas respirando ofegante, esperando a reação dos deuses. Zeus, me olhou investigando bem o que eu poderia fazer. Logo, se levantou do trono, assim como Poseidon e ambos disseram em uníssono.

— Está decretado.

— O que? — perguntei, ansioso.

— Jovem, me dê o Tridente. — disse Poseidon, me dando a mão e olhando para Zeus.

— Tudo bem... — olhei para Zeus, nervosamente. Entreguei o Tridente, vendo ele aumentar de tamanho. Poseidon sorriu e então, Zeus interrompeu as conversas paralelas.

— Todos sabemos o que este garoto fez. Em meio a culpa imposta ao mesmo, salvou o Olimpo da desgraça que seria a desunião. Agora entregue o Tridente e sabendo qual foi o ladrão. O que faremos?

— Deixe que o semideus volte ao acampamento colina imperial. Muita coisa o aguarda. Antes devemos parabenizá-lo, por tal feito — o mesmo homem sorridente falou. Pela numeração dos tronos, pensei em ser Apolo.

— Pise nisto aqui. — disse Poseidon, me entregando uma pérola verde.

— Parabéns, semideus — disseram todos os deuses, me deixando confuso.

— Um presente lhe esperar, por mérito.

A voz de Zeus ecoou em minha cabeça. Assim que pisei na pérola, pensei no Acampamento. Rapidamente, minha essência começou a sumir dali. Vi as coisas rápidas. Muito mar, cidades, mato. Mas de repente, estava no Acampamento. Olhei para os lados, o meu chalé estava a frente. Quíron me esperava, como se soubesse de tudo que tinha feito e então, apenas respondi ao mesmo.

— Estou vivo.


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MensagemAssunto: Re: Missão one post - LA - Filho de Hades   Ter Maio 01, 2012 6:43 pm

Ficou bom, mas voce podia ter feito perfeito. Visando que suas recompensas são o dobro do que são postadas, suas recompensas serão estas:
-350 xp
-500 dracmas
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MensagemAssunto: Re: Missão one post - LA - Filho de Hades   Sab Maio 26, 2012 11:08 am

EU DARIA 50 DE XP, MAS VALEU 350 XP.

AGORA, VAI APRENDER A CRIAR MISSÕES, ESSA MISSÃO FICOU SEM CABEÇA NEM PÉ :LOL:
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MensagemAssunto: Re: Missão one post - LA - Filho de Hades   

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Missão one post - LA - Filho de Hades
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